Os dois são acusados pelo homicídio da advogada de 28 anos, encontrada morta no dia 11 de junho em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, após ficar 19 dias desaparecida. Segundo a investigação da polícia, ela foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio.
“Ante o exposto, atento ao fato de existir prova da materialidade do delito de homicídio qualificado e suficientes indícios de autoria ou participação, pelos denunciados, é que decreto a prisão preventiva de Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra Silva, qualificados nos autos". O juiz se baseou nos artigos 311 e 312 do Código de Processo Penal, que regulamentam a prisão preventiva.
Segundo ele, o fato de ambos serem réus primários, terem bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita não impedem a prisão, que também visa a evitar que a dupla impeça a produção de provas, “ameaçando testemunhas, apagando vestígios do crime, destruindo documentos”.
Na denúncia, a promotoria do MP acusa o ex-namorado da vítima de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, enquanto Silva foi acusado homicídio duplamente qualificado - o agravante a mais do policial aposentado é motivo torpe.
O juiz afirmou que “os denunciados estão envolvidos em crime de extrema gravidade, demonstrando insensibilidade moral e enorme periculosidade” e que “a comunidade paulista não pode ficar à mercê de indivíduos violentos e perigosos”. O caso trata de pessoas “sem um mínimo sentimento de solidariedade com a vida de seus pares”, disse.
O texto reafirma que Mércia foi atingida por projéteis de arma de fogo e, em seguida, "jogada numa represa, ao que parece, consciente, pronta para a morte, pois, além de gravemente ferida, não sabia nadar". "Trata-se de um crime hediondo, premeditado, com requintes de crueldade e extrema frieza em seu cometimento."
No despacho, porém, não figura a acusação de ocultação de cadáver, porque "verifica-se que este não encontra suporte probatório para a sua subsistência na denúncia". A promotoria afirma que o ex-policial já tem um histórico de agressão contra mulheres e pediu ontem 18 diligências para completar o processo.
“Todo homem deve saber do fundo do seu coração o que é certo e o que é errado. Quando não consegue ouvir seu coração, deve ser alertado pelo rumor social difuso. E quando finge não ouvir a voz admoestadora da sociedade, deve ser constrangido a fazer o que lhe determinam os gritos da lei”, disse o juiz.
O inquérito sobre o caso foi entregue no dia 27 de julho ao MP de Guarulhos pelo delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Antonio de Olim, responsável pelas investigações do homicídio de Mércia.
Fonte:Abril
Editado:NewsTV
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