Wednesday, August 11, 2010

Politicamente correto faz humor ficar chato, diz CQC Oscar Filho


Alê Duval/DivulgaçãoO ator e repórter do programa humorístico CQC (Band) Oscar Filho investe em um novo campo em sua carreira. Além do programa e de seu show solo de stand up, o Putz Grill..., ele ataca agora como diretor no espetáculo Zappiada, em cartaz todas as quintas-feiras às 21h no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

Formado como ator pelo Indac (Instituto de Artes e Ciências), ele conta ao
Portal De Noticas que a vontade de dirigir veio como uma curiosidade.

- Sempre que assitia a alguma coisa de outras pessoas, ficava imaginando como seria se fosse eu. Começou como curiosidade mesmo e acabou dando certo. 


Na peça
Zappiada, Filho conduz os personagens criados e interpretados pelos atores Fábio Silvestre e Raphael Véles.

- Os personagens já estavam prontos há algum tempo. Meu trabalho foi mais juntar e colocá-los em uma situação que fosse possível de estar em um palco. Eu dei mais pitaco. É diferente. Na direção, você tem de pensar no global, você tem um pouco mais de responsabilidade. 


Em uma época em que o politicamente correto coloca o humor contra a parede, Filho tem opinião formada sobre o assunto.


- O politicamente correto te coloca em uma forma. Isso te limita em muita coisa, você não pode falar sobre absolutamente nada. Isso fica muito chato, as pessoas estão se levando muito a sério. As pessoas não sabem o que é piada, elas ficam ofendidas. 


O repórter do
CQC aponta o teatro como território de maior liberdade para os humoristas.

- Eu acho que precisa relaxar mais. Por conta do politicamente correto, o humor está muito limitado e chato. Por isso o teatro é o espaço em que  temos mais liberdade para falar o que quiser. 


Animado com o sucesso de seus projetos e do programa na Band, Filho se dá por satisfeito com o andamento de sua vida.


- Se eu reclamasse, seria exigente comigo mesmo, porque está dando tudo muito certo. Acabei de estrear na direção teatral, que é uma coisa que eu sempre quis fazer. Não imagino o que poderia acontecer agora para ficar melhor ainda. 


Colaborou
Pedro Henrique Feitosa, estagiário do R7
Fonte:R7
Editado:NewsTV+

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