Thursday, August 19, 2010

Serra defende liberdade irrestrita da imprensa

O presidenciável José Serra (PSDB) citou Thomas Jefferson para defender, veementemente, a liberdade de expressão pela imprensa brasileira, que tem hoje o Diário do Grande ABC e o Estado de S.Paulo sob censura por conta de ação antecipada de tutela impetrada na Justiça, repectivamente, pelo prefeito Luiz Marinho (São Bernardo) e Fernando Sarney e família. Nesta tarde, durante o 8º Congresso Brasileiro de Jornais, que se reliza no Rio de Janeiro, o candidato parafraseou: "Entre um governo sem imprensa e uma imprensa, sem governo, fico com a segunda opção".
Serra, que chegou ao evento acompanhado de seu vice na chapa, Indio da Costa, afirmou que não há país democrático sem liberdade de expressão. "Mas, incrivel, ultimamente, o Brasil gosta de demonstrar carinho por países que agem assim, com Irã, Venezuela e Colômbia".
O tucano fez revelações mais graves, insinuando que o governo atual tentou em três ocasiões cercear a liberdade da imprensa, através, segundo ele, com a criação de conferencismo. "Usando dinheiro público, fez conferências de comunicaão, de Direitos Humanos e de Cultura, com único propósito de ali definir diretrizes de condução da imprensa. Quantas pessoas estiveram nesses eventos? Quinze mil? Isso não representa o povo, representa o partido. Relevaram a indulgência e copatrocinaram essas confer}encias. Em São Paulo, eu recusei."
Em defesa da liberdade de expressão, José Serra denunciou que o "partido de sua adversária" intimida a imprensa, "que eles gostam de chamar de mídia, mas que na realidade são os jornais e as emissoras de TV". Segundo ele, a via "democrática" que usam para estabelecer o controle do segmento é típica de golpe. "Anunciaram o Conselho Federal de Jornalismo, que teria poderes de cassar que não seguisse seus padrões. Essa manipulação solapa a democracia." O tucano exemplicou que os países ditadoriais costumam iniciar seus golpes controlando a imprensa.
O programa supostamente registrado erroneamente pela coordenação de campanha de Dilma Rousseff também não passou em branco nos 30 minutos de explanação de José Serra no auditório do hotel Windson, na Barra. "Não foi engano, não. Foi registrado e rubricado por ela. Significou da parte dela endosso a tudo aquilo que eles propunha. Foi assim também com o projeto de Direitos Humanos, retirado após a reação do País."
Serra finalizou seu discurso dizendo que as empresas de pequeno e médio porte foram as que mais sofreram com o atual governo, porque boa parcela da publicidade governamentak foi manipulada, e para o que cmpactuando desse patrulhamento, com ações de perseguições a jornalistas. "Por causa desse tipo de coaç]ao, hoje não temos mais denúncias, mas versões. Bem escreveu a colunista Dora Kramer (O Estado de S.Paulo), os jornalistas têm sido forçados a mentir desempenho, por opressão da máquina governamental".
Encerrada sua participação, José Serra assinou documento elaborado pela ANJ, um decano de princípios adotados pela liberdade de expressão da imprensa, declaração essa que já foi assinada também pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
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