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A sede da LATAM será no Chile. O acordo prevê que cada ação da TAM valerá 0,90 ação da LAN. Na sexta, as ações com direito a voto fecharam cotadas em R$ 31,01, uma alta de 18,99%. As preferenciais valiam R$ 36,92. No Chile, os papéis da LAN ficaram em US$ 27,45, mas as negociações foram suspensas diante do anúncio da fusão.
No desenho final, a família Amaro, atual controladora da TAM, passa a deter cerca de 15% da LATAM. Já a família Cueto, que controla a empresa chilena, deverá ter em torno de 20%. Os porcentuais finais ainda dependerão da adesão dos acionistas da TAM a um OPA (Oferta Pública de Ações) da companhia.
Na TAM, que passa a ser uma companhia fechada, a composição acionária será diferente. O controlador (família Amaro) manterá os 80% do capital votante. A LAN ficará com apenas 20% do capital votante (limite legal brasileiro), mas com 80% das ações preferenciais. O acordo, no entanto, prevê direito de veto dos minoritários (no caso, a LAN). Já está acertado também que, no caso de mudança da legislação brasileira – que pode aumentar a participação estrangeira nas companhias aéreas dos atuais 20% para 49%, – a LAN poderá comprar mais ações.
Gestão
Tanto a TAM como a LAN terão administrações separadas. As duas marcas serão mantidas. Já a gestão da LATAM será compartilhada. Mauricio Rolim Amaro, atual vice-presidente do Conselho da TAM, será presidente do Conselho da nova empresa. Enrique Cueto, atual vice-presidente da LAN, será presidente executivo da LATAM. Marco Bologna continuará como diretor presidente da TAM e Líbano Barroso permanecerá na presidência da TAM Linhas Aéreas.
A operação terá de ser submetida aos órgãos regulatórios dos dois países. No Brasil, a avaliação será feita pela Anac e pelos órgãos de defesa da concorrência. Por enquanto, o acordo está registrado em um memorando de entendimento. O martelo só será batido após adesão dos acionistas minoritários da TAM. O negócio não envolve desembolso de dinheiro pelas partes.
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