-Por diversas vezes, o Diretório Municipal de Mauá fez contato para que esses dados fossem corrigidos. Ele (Atella) nunca procurou o Diretório Municipal para corrigir. Consequentemente, não foi aceita a sua filiação perante a Justiça Eleitoral, tão pouco foi considerado filiado do PT porque nunca participou de nenhuma atividade do partido e nunca cumpriu com suas obrigações de filiado - afirmou Edinho Silva, presidente do Diretório Estadual do PT, depois do comício de Lula em Guarulhos.
Edinho não soube informar qual dirigente partidário assinou o pedido de filiação do contador e nem porque Atella ficou filiado até novembro de 2009, dois meses depois do contador ter ingressado com a procuração falsa em nome de Verônica Serra para a obtenção de seus dados fiscais de forma ilegal. Eis a nota do PT Estadual.
Ontem, o PT paulista tinha informado ao GLOBO que fez uma busca no sistema de registros partidários do TRE e o nome de Atella não consta como filiado a nenhum partido. (Quem é quem no escândalo do sigilo fiscal )
Ele ingressou com a procuração falsa em nome de Verônica Serra, no escritório da Receita Federal em Mauá, no ABC paulista, no dia 30 de setembro. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou ao "Jornal Nacional" que Atella nunca teve atuação política no partido. Segundo ele, se "a filiação existiu de fato, ela foi apenas cartorial".
PT volta a negar participação na violação dos sigilosDutra voltou a negar na sexta que exista participação do PT e da campanha da candidata Dilma Rousseff na violação dos sigilos. Atella havia afirmado ao GLOBO que nunca fora filiado a nenhum partido. Nesta tarde, depois de prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Atella disse que a intenção de candidatar-se a vereador nas próximas eleições era uma "brincadeira".
- Eu não quero ser candidato. Tenho horror à política.
Questionado mais uma vez pela Rede Globo, Atella disse não se lembrar de ter integrado um partido e que se isso ocorreu deve ter sido por algum momento de empolgação. Atella já havia denunciado o nome de quem teria encomendado o serviço, o contabilista Ademir Estevam Cabral. Ademir é filiado ao PV de Francisco Morato desde 2007. O PV abriu uma sindicância para apurar o caso.
Fonte:O Globo
Editado:NewsTV+
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