Friday, September 3, 2010

Seis pessoas são condenadas em caso de pedofilia que chocou Portugal

LISBOA - Um tribunal de Portugal condenou nesta sexta-feira a penas de entre seis e oito anos de prisão seis homens por abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes da instituição Casa Pia de Lisboa. O crime chocou o país europeu. O julgamento durou quase seis anos, e mais de 800 testemunhas foram ouvidas.
Mais cedo a agência de notícias AP havia informado que sete pessoas foram condenadas, incluindo uma mulher, a proprietária da casa onde ocorreram os abusos. Ela, no entanto, foi absolvida das 26 acusações abertas contra ela.
Entre os condenados estão o popular apresentador de TV Carlos Cruz, que recebeu pena de sete anos, e o ex-embaixador de Portugal Jorge Ritto, que pegou pena de seis anos. Um intermediário que levava as crianças foi condenado a 18 anos de cárcere.
O grupo fazia parte de uma rede de pedofilia que abusava sistematicamente de 32 internos da instituição na capital portuguesa destinada a menores carentes. Os abusos começaram nos anos 70, mas só vieram à tona em 2002.
As vítimas contaram que eram levadas para porões escuros para serem estupradas.
Os abusos teriam começado em meados dos anos 70, mas só vieram à tona no ano 2002. Ao longo do processo, mais de 800 testemunhas foram ouvidas, entre elas as 32 vítimas, todos ex-alunos da instituição.
As vítimas deram relatos de como eram levadas para porões escuros ou casas isoladas para serem estupradas. Durante o período dos abusos, cerca de 4 mil crianças eram atendidas nas escolas e orfanatos da instituição.
A Justiça de Portugal informou que todas as crianças abusadas sexualmente tinham, na época dos abusos, entre dez e 13 anos de idade. Os réus foram acusados de envolvimento em mais de 900 crimes ligados a abuso sexual e peculato.
Carlos Cruz chegou a ser, nos anos 80 e 90, o apresentador de TV mais conhecido de Portugal. Todos os réus negaram as acusações, exceto Silvino, que admitiu ter cometido abusos e depôs contra outros acusados. Desde que despontou, há oito anos, após denúncias publicadas na imprensa, o caso vinha causando grande comoção em Portugal. 
Fonte:O Globo
Editado:NewsTV+

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