As informações são da agência BBC Brasil. Sajad Ghaderzadeh soube da nova sentença de 99 chibatadas por intermédio de pessoas que recentemente deixaram a prisão de Tabriz, onde está sua mãe. Em carta aberta, Ghaderzadeh classificou a sentença de "desculpa para aumentar o abuso" contra sua mãe. Segundo ele, a família recorrerá também dessa sentença.
O jornal britânico informou que obteve a foto da mulher sem véu por intermédio do advogado de Sakineh, Mohammad Mostafei, que fugiu do Irã para a Noruega. O advogado afirmou que recebeu a imagem do filho de Sakineh. No entanto, Ghaderzadeh nega ter repassado a foto ao advogado.
Em julho, Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento. Houve protestos da comunidade internacional e a sentença foi temporariamente suspensa. Mas, no Irã, há informações de que ela pode ser morta por enforcamento a qualquer momento.
O assunto envolveu inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em mais de uma ocasião, apelou para que a sentença não fosse cumprida e sugeriu que Sakineh fosse enviada para o Brasil. O governo iraniano negou ter recebido a oferta formal da diplomacia brasileira sobre o envio da viúva ao Brasil. O assunto causou um mal-estar entre os dois países.
A viúva é acusada de ter matado marido e depois de manter relações sexuais com dois homens. Ela e os parentes negam as acusações. Porém, para o governo iraniano e a Justiça do país, ela é culpada e a pena, conforme a sharia (conjuntos de normas e leis islâmicas) deve ser cumprida.
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